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Como adotar o prontuário eletrônico pode agilizar os processos nos hospitais

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O prontuário médico é um dos documentos mais antigos e necessários da medicina. Ele registra desde a chegada do paciente desde a evolução do tratamento até a alta. O objetivo é armazenar informações importantes para orientar todos os profissionais envolvidos no atendimento do doente. Por esse motivo, ele deve ser atualizado a cada encontro. Mas, em pleno século XXI, será que esse processo ainda precisa ser feito manualmente?

Neste texto, você vai descobrir como funciona o prontuário eletrônico, quais as vantagens que ele traz para a rotina médica e como ele pode ser implantado em uma instituição de saúde. Confira.

Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)

O PEP, ou Prontuário Eletrônico do Paciente, nada mais é do que a versão digital do prontuário tradicional, uma ferramenta utilizada para registrar, armazenar e disponibilizar informações sobre a jornada do paciente — consultas, exames, laudos, diagnósticos, condutas, receituário e tratamentos.

A grande diferença está na sua interface: por funcionar online, o sistema garante a padronização das informações e a integração dos dados em tempo real. Ou seja, os dados clínicos e medicamentosos são reunidos de forma organizada e informatizada.

Dessa forma, o prontuário eletrônico soluciona alguns problemas comuns na rotina hospitalar, como a ilegibilidade da letra do médico e a limitação do espaço físico. Com o documento digital, o acesso é remoto, isto é, não é preciso levá-lo para diferentes áreas da instituição ou criar cópias e atualizá-las em diferentes sedes da unidade de saúde.

Ainda existem lugares que utilizam o prontuário de papel, mas a tendência é de que, em alguns anos, haja apenas a versão digital. A razão disso é que o PEP torna a consulta mais dinâmica e garante a segurança das informações. Atendentes, enfermeiros, médicos e demais profissionais da saúde podem acessar o documento remotamente ao mesmo tempo, por exemplo.

Tendência comprovada em pesquisas

Os avanços do prontuário eletrônico na saúde são comprovados cientificamente. A ONC Data Brief, organização norte-americana (EUA) especializada em coordenação de tecnologia da informação para a saúde, constatou melhorias em instituições que aderiram ao PEP:

  • redução dos processos burocráticos;
  • aperfeiçoamento de práticas médicas;
  • aumento da receita;
  • melhor comunicação e atendimento dos pacientes.

No Brasil, o uso de prontuários eletrônicos aumentou e o tempo nos consultórios diminuiu, de acordo com a Accenture Consulting. Na época, a empresa constatou que um em cada quatro médicos utiliza sistemas digitais para inserção eletrônica de observações sobre os pacientes. Os brasileiros aprovam a adoção do PEP: 70% dos entrevistados desejam ter o acesso completo aos dados na plataforma para acompanhamento da saúde.

História do documento

Os primeiros registros de prontuário eletrônico surgiram na década de 1960 nos Estados Unidos. Apesar de os computadores não serem populares na época, os grandes hospitais faziam parcerias com universidades de renome, como Harvard.

Com o passar dos anos, do avanço na tecnologia e dos resultados obtidos, o documento digital foi se tornando popular. No Brasil, ele foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina por meio da resolução 1639/2002.

Funcionamento

O prontuário eletrônico registra cada etapa de atendimento ao usuário. A sua estrutura é composta por várias informações, dentre elas:

identificação do paciente (dados pessoais);

  • anamnese;
  • exames;
  • hipóteses diagnósticas;
  • diagnósticos definitivos;
  • tratamentos;
  • medicamentos.

Vale lembrar que existem vários sistemas com modelos preestabelecidos, mas a instituição também pode optar pelo prontuário personalizado. Dessa forma, os campos a serem preenchidos vão atender as necessidades da rotina do hospital, otimizando e automatizando os processos internos.

O armazenamento e controle digital das informações também otimiza os recursos das organizações médicas e zela pelo conforto do paciente, diminuindo o tempo de preenchimento manual de formulários. Como todas as partes envolvidas no processo são beneficiadas e os resultados são positivos, a implantação do prontuário eletrônico já está sendo exigida nas unidades de saúde, públicas e privadas.

Com isso, existe maior interatividade entre o médico e o paciente, o que promove a humanização na saúde por meio de condutas terapêuticas de forma mais ágil e completa e do acompanhamento da evolução do tratamento de maneira mais rápida e linear.

Os benefícios de utilizar o prontuário eletrônico

Todo investimento tem um custo, por isso, é preciso avaliar as vantagens oferecidas pelo prontuário eletrônico: a acessibilidade, a integração das informações, a segurança de dados, personalização e o armazenamento digital são os exemplos mais conhecidos.

No entanto, com o uso constante, é possível perceber o quanto essa ferramenta agiliza os processos nos hospitais. O sistema integrado e automatizado favorece o atendimento e a produtividade. A tecnologia somada à outras informações, como Big Data e a Internet das Coisas, são capazes de trazer grandes avanços para a medicina, facilitado até o controle epidemiológico.

A segurança e a confidencialidade são garantidas por recursos como a certificação digital SSL. Além disso, a plataforma faz parte do sistema HIS, que pode se integrar com RIS e PACS. Essa convergência torna mais fácil o acesso de múltiplos profissionais de saúde que estejam envolvidos no tratamento.

O prontuário digital também é beneficiado com a assinatura eletrônica do médico que está conectada com o seu CRM. O documento tem atualização em tempo real e permite o anexo de arquivos e exames. Dessa forma, a instituição ganha mais facilidade nas buscas internas e reduz o uso de espaços físicos para o armazenamento de documentos.

A era digital já é uma realidade e só tende a crescer: melhorias e novas tecnologias surgem a todo momento. A realidade aumentada, a robótica, os aplicativos de saúde, a telemedicina, a inteligência artificial e as soluções de Business Intelligence (BI) estão cada vez mais avançadas e presentes no nosso dia a dia.

Viu como o prontuário eletrônico é um grande avanço na gestão hospitalar? Além de gerar economia de tempo e de recursos, o sistema informatizado traz mais agilidade e precisão para a prevenção e para o tratamento de doenças. Ou seja, ele lida com os dados de forma mais inteligente e permite que o médico se ocupe com o que realmente importa: salvar vidas.

Gostou do conteúdo? Veja outros exemplos de uso de tecnologias capazes de reduzir custos operacionais.

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