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Blockchain público ou privado: qual escolher

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A tecnologia blockchain tem conquistado muito sucesso como plataforma, capaz de fazer uma verdadeira revolução nos diferentes setores e já é utilizada em vários deles para garantir melhorias e otimizar processos. No entanto, há diferenças nas aplicações do sistema para cada área e, especialmente, no uso de rede de blockchain público ou privado.

De fato, os termos técnicos não são muito fáceis de serem entendidos pelo público. Só o nome da tecnologia já causa certo estranhamento, não é verdade? Mas, não se preocupe, pois vamos explicar agora o que é blockchain da forma mais simples possível.

Ficou interessado e quer saber mais sobre essa tecnologia que oferece total segurança para as empresas? Então, continue acompanhando e saiba mais sobre o assunto! Boa leitura!

Entendendo o blockchain

Essa tecnologia é nada menos que um livro razão público que realiza o registro de uma transação de moeda virtual (sendo que o Bitcoin é a que tem mais popularidade), de modo que esse registro seja imutável e confiável.

Ou seja, o blockchain faz o registro dos dados, como a quantia das moedas transacionadas, quem fez o envio, quem recebeu, em que momento essa transação foi realizada e em qual lugar do livro contábil ela está registrada. Logo, é possível afirmar que a transparência é um dos maiores benefícios do blockchain.

O blockchain trata-se, portanto, de uma rede que funciona com blocos encadeados extremamente seguros e que sempre carregam um conteúdo com uma impressão digital. Os blocos são dependentes um dos outros, formando uma cadeia de blocos, daí vem o nome “Blockchain”. Isso tende a tornar a tecnologia essencial para registro de informações que exigem total confiança.

A rede dessa tecnologia é formada por mineradores que analisam e registram as transações no bloco. Os mineradores emprestam poder computacional para a rede para que isso seja possível. Como incentivo para que continuem colaborando, deixando a rede mais segura e sustentável, eles recebem uma recompensa em moedas digitais.

Uma pergunta que você pode ter é: de que forma a transação é validada? Bom, o minerador só pode incluir uma transação se a maioria simples (50%+1) da rede estiver de acordo sobre a transação ser correta e legítima. Podem ser formadas duas cadeias de blocos ao mesmo tempo, o impasse vai ser resolvido quando a rede tiver que escolher uma das cadeias. Ganha no final a cadeia que conseguir a maior quantidade de trabalho.

De forma bem resumida, essa tecnologia é um livro contábil que faz o registro de todas as transações de moeda virtual em uma cadeia de blocos, sendo que qualquer pessoa pode participar, e os dados registrados nele são transparentes e confiáveis desde que a maioria da rede se mantenha honesta.

Blockchain público

Uma rede blockchain pública é completamente aberta, qualquer um que quiser participar tem permissão, podendo enviar e receber transações de qualquer pessoa. Desde de que estejam conectados, qualquer um pode utilizar um blockchain público.

Blockchains públicos são totalmente descentralizadas, sendo que a rede não possui uma organização que a controle, logo, suas regras são definidas pelo consenso de todos os participantes. Esse blockchain pode ser auditada por qualquer um, pois todos têm o mesmo poder de recebimento e de transmissão.

Os blockchains públicos são totalmente distribuídos e transparentes. Um ponto relevante sobre eles é que a energia e o tempo necessário para processar as transações é bem maior quando se compara os blockchains privados.

Blockchain privado

O acesso em uma rede blockchain privada é particular, pois ela é uma rede permissionada, na qual é preciso ter permissão para participar ou para ler os dados da cadeia. O convite para participar da rede deve ser validado pelo iniciador da rede. Como controle, os participantes podem decidir quem vão ser os participantes futuros ou um consórcio pode tomar as decisões ou ainda uma autoridade reguladora pode liberar licenças para a participação.

Uma ou diversas entidades possuem o controle da rede, dessa forma, para fazer transações há uma dependência. Normalmente, essa rede é composta por partes que já se conhecem, havendo, portanto, uma relação de confiança. Os dados da cadeia, nesse blockchain, podem ser restritos a determinados participantes, logo, pode ser necessário conseguir permissão para alguns acessarem essas informações.

É uma rede centralizada, muito usada em organizações, já que as empresas privadas não optam por um sistema tão exposto e aberto, por isso, é melhor opção para estabelecer controle e assegurar a vantagem competitiva.

Diferenças entre blockchain público e privado

Bom, para deixar bem claro quais são as diferenças entre o blockchain público e o privado, podemos resumir afirmando que, no blockchain público, todas as pessoas podem ler, fazer o envio de transações ou participar do processo de consenso, pois este tipo de blockchain não exige permissão. Logo, todas as transações são públicas, além de todos os usuários terem a oportunidade de permanecerem anônimos.

Já os blockchain privados são controlados por apenas uma organização que determina aqueles que podem ler, fazer o envio das transações e participar do processo de consenso. Os blockchains privados, como são 100% centralizados, funcionam bem como áreas restritas, no entanto, não são indicados para os ambientes de produção.

Sobre a segurança do blockchain

Você tem dúvida sobre a segurança da tecnologia do blockchain? Pois saiba que é uma tendência natural, até porque um sistema falho pode abrir possibilidades de ataque de hackers e trazer muitos problemas para as empresas.

Para falar de segurança em relação a essa tecnologia, é importante reforçar que cada uma das transações feitas possui um código único, ou seja, uma assinatura digital. Tal código é averiguado pelos próprios usuários, além, é claro, de a transação precisar ser aprovada para que seja incorporada ao blockchain a partir de um bloco.

A vigilância e a análise cuidadosa de todos esses dados são feitas pelos próprios usuários logados à rede, conhecidos como mineradores. Essa validação é uma etapa muito relevante para evitar fraudes.

As hashs são outro elemento que confirma a segurança desse processo. Cada bloco tem a sua própria hash, isto é, uma assinatura criptográfica específica. Portanto, o bloco, além de carregar sua própria assinatura, também tem gravado a hash do bloco anterior, o que dificulta ainda mais o trabalho dos hackers.

Afinal, para acessar os dados presentes no bloco, vai ser necessário decifrar a criptografia da hash e também do bloco anterior. Como tudo está ligado como uma corrente, todo o trabalho deveria ser realizado sucessivamente e praticamente não teria fim.

Além disso, para fraudar o blockchain seria necessário modificar as informações registradas em cada um dos inúmeros computadores ligados à rede. Essa fraude demandaria que o computador do hacker contasse com uma capacidade de processamento maior do que o total de todos os computadores que existem atualmente. Ou seja, algo impossível nos dias de hoje, concorda?

Enfim, a segurança que essa tecnologia oferece é tão indispensável que empresas e, até mesmo, as instituições governamentais estão interessadas. Afinal, a ideia permite proteger informações e também compartilhá-las com quem desejar sem abrir mão do controle sobre aquele dado. Agora que você já sabe o que é essa tecnologia, já pode decidir entre blockchain público ou privado para atender as suas necessidades!

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