Dicas de Gestão

Autenticação digital: o que é e por que é importante?

Ter a certeza de quem é, de fato, o signatário de um documento é imprescindível para manter a segurança jurídica no mundo dos negócios.
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Com o crescimento acelerado das transações digitais — bancárias, comerciais e pessoais —, ter a certeza de quem é, de fato, o signatário de um documento é imprescindível para manter a segurança jurídica no mundo dos negócios.

Vale lembrar que em 2016, 42 milhões de pessoas foram vítimas de cibercrimes no Brasil. A autenticação digital é, portanto, um instrumento básico de proteção nesse fluxo de transformação social.

Quais dos mecanismos de autenticação computacional você utiliza para proteger os dados sigilosos de sua empresa? Hoje você vai conhecer algumas das mais importantes ferramentas sobre o tema, os fatores que precisam ser levados em conta em seu uso e como inseri-las no contexto de sua organização.

Afinal, o que é autenticação digital?

Há pouco menos de 10 anos, celebrar um contrato digitalmente ou interpor um recurso judicial on-line era algo inconcebível. Hoje em dia, no entanto, utilizar uma caneta para inserir uma assinatura é cada vez mais coisa do passado.

Orçamentos, balanços e até laudos médicos são autenticados digitalmente, haja vista a incomparável velocidade, segurança e comodidade no processo de validação de autoria por via computacional.

Nesse sentido, a autenticação digital é um processo que visa relacionar corretamente um determinado documento e seu autor. Ela assegura também que um arquivo chegará ao seu destinatário com absoluta integridade — sem chance de ter sido interceptado ou alterado durante seu envio.

Além disso, permite que apenas pessoas autorizadas tenham acesso aos conteúdos trafegados de forma sigilosa. Em uma era em que quase tudo circula através de bits e bytes, não faz mais sentido continuar recorrendo a processos analógicos, especialmente os cartorários, como reconhecimento de firmas, por exemplo.

Essa mudança de tendência é tão voraz que até os próprios tabelionatos já começam a oferecer a opção de autenticação digital. Definitivamente, a forma de fazer negócios e a de registrá-los vem mudando profundamente. A propósito, em sua empresa os contratos ainda são assinados à caneta?

Quais são as premissas da autenticação digital?

A premissa básica dessa validação é a de que seu autor tem acesso a algum código exclusivo, usado para mostrar a terceiros a veracidade da assinatura aposta em seus documentos transmitidos. Seguindo essa linha, existem algumas formas de promover essa verificação de forma segura. Algumas delas:

1. Por conhecimento de códigos

É o caso de quem utiliza senhas alfanuméricas para ter acesso a sites de bancos. Esse sistema pode ser múltiplo, como no caso da chamada autenticação de dois fatores, em que a inserção de login e senha em um sistema é a alavanca para o disparo de outro código (que é alterado a cada acesso), via SMS ou e-mail do cliente.

Esse modo de autenticação digital parte da ideia de que o usuário é detentor de um código de uso pessoal, particular e intransferível.

2. Posse de instrumentos dotados de um conjunto de algoritmos exclusivos

A senha foi uma das precursoras dos métodos de validações eletrônicas de documentos. No entanto, a possibilidade de visualização desse código por terceiros — via técnicas de engenharia social ou pela invasão direta de computadores, o phishing —, estimulou a criação de novas maneiras de registrar a autoria das pessoas no mundo digital.

Uma delas é por meio da posse de dispositivos especiais, como tokens ou smart card. Esses pequenos hardwares armazenam chaves criptográficas, códigos que irão compor os certificados digitais.

Uma vez que essas codificações matemáticas sejam geradas, todo o conteúdo do dispositivo estará inteiramente protegido, já que não é possível copiá-lo ou retirá-lo do smart card ou do token.

3. Características físicas e biológicas

A biometria está cada vez mais próxima da nossa rotina. Aeroportos, academias, agências bancárias e até urnas eletrônicas são providas desse tipo de autenticação digital.

O modelo se baseia em alguma característica física única em cada indivíduo, como a palma da mão, as digitais, a íris ou retina e o jeito de andar.

Como a certificação digital protagonizou o processo de transformação digital?

Não faz muito tempo que tecnologia bancária era sinônimo de envio do saldo diretamente ao pager (o famoso bip) dos correntistas. Ou que uma tramitação rápida de um contrato significava remetê-lo por FAX aos demais interessados.

Mais adiante, o SMS e o e-mail foram usados com recursos de autenticação. O problema é que todos esses meios deixavam rastros ou possibilidades de interceptação e, portanto, fraudes de todas as espécies eram facilmente cometidas.

Com o aumento dos cibercrimes, o avanço da criptografia e a chegada de novas tecnologias (Internet das Coisas, Big Data e mobilidade), ter uma forma indiscutível de comprovar sua assinatura — dando mais rapidez e segurança aos processos diários —, tornou-se muito mais do que uma questão de comodidade, mas uma questão de sobrevivência em um mundo dinâmico.

É esse contexto que subsidia o sucesso da certificação digital, um documento eletrônico composto por um nome, um número público e um complexo código matemático único que mostra quem somos para outras pessoas e sistemas da informação.

O crescimento da procura pela assinatura digital, aliás, está diretamente ligado ao aumento no número de casos de roubo de dados bancários e de informações corporativas sigilosas. O tempo provou que era preciso mais do que uma simples senha para proteger e validar documentos.

Atualmente, o mercado de autenticação digital é composto de cerca de 8 milhões de certificados válidos e a perspectiva do presidente da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD) e vice-presidente da Certisign, Julio Cosentino, é que tenha havido um aumento de cerca de 10% na demanda por essa tecnologia no ano de 2017.

A razão é que é cada vez maior o número de empresas que usam essa autenticação para se livrarem do imenso tempo perdido no fechamento de contratos e dos altos custos com sucessivos reconhecimentos de firma. Isso sem falar no risco (sempre elevado) de ser vítima de falsificação de assinaturas.

Uma assinatura digital inibe fraudes e permite a organização virtual de todos os documentos que circulam em sua empresa, além de dispor da mesma validade jurídica de uma assinatura à caneta. Não perca mais tempo e leve a sua organização à praticidade dessa nova era.

Agora que você já sabe tudo sobre o assunto, teste gratuitamente nossa plataforma de autenticação digital e descubra na prática o quanto sua empresa ganha em ter processos mais velozes, mais rápidos e muito mais seguros!

Autenticação digital: o que é e por que é importante?
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